O calor precisa ser avaliado na atividade real
Temperatura do ar e sensação térmica não respondem sozinhas se existe sobrecarga térmica ocupacional. A exposição também depende de fontes de calor, radiação, ventilação, vestimenta, esforço físico, ritmo da tarefa e períodos de recuperação.
O levantamento começa pela observação do processo, dos ciclos de trabalho e das características do ambiente. Condições sazonais, paradas, alterações de produção ou variação entre turnos podem tornar inadequado generalizar uma única observação.
O que o IBUTG mede e como a avaliação é planejada
O Índice de Bulbo Úmido Termômetro de Globo (IBUTG) combina variáveis de forma apropriada à avaliação de calor. Sua medição exige instrumentação adequada, estabilização e posicionamento compatíveis com a metodologia, além de descrição do cenário operacional.
A NHO 06 da Fundacentro fornece diretrizes técnicas para avaliação de exposição ocupacional ao calor. A aplicação de critérios da NR-15 exige atenção às condições e exigências normativas específicas do caso. O relatório precisa indicar quais foram os critérios adotados.
Resultados e prevenção
A interpretação considera não apenas o número do índice, mas também a atividade e sua organização. Identificar condições críticas pode apoiar decisões sobre controles de engenharia, sombreamento, ventilação, barreiras, organização das tarefas e medidas de proteção.
A avaliação de calor não substitui o PGR, o PCMSO ou a análise médica de aptidão. Ela pode contribuir com esses processos, desde que o alcance e as limitações das medições estejam registrados.
Escopo antes da campanha
Ao solicitar a medição, descreva fontes de calor, setores envolvidos, turnos, tarefas, horários de pico e características da operação. A partir disso, a empresa e a equipe técnica definem o planejamento da avaliação.




